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11 de Abril de 2019

TJ/MT: Exame de paternidade e divórcio consensual marcam segundo dia de Judiciário em Movimento

Fonte: TJ/MT

Enquanto uns começam a construir uma relação outros colocam um ponto final. E se há consenso, os procedimentos seguem tranquilamente. Foi assim com o estudante Murilo César, 11 anos, e o pequeno agricultor Elvis Conceição da Silva, 49. Pai e filho que se conheceram no ano passado e hoje estão em busca do exame de paternidade para registro no documento. E também com o ex-casal a costureira Valdirene da Silva Reis, 39 e o motorista André Ferreira da Silva, 39, que assinaram o divórcio consensual.

Eles foram umas das cerca de 800 pessoas que estiveram na Escola Municipal Irmã Elza, na Vila Mineira em Rondonópolis nesta terça-feira (9) durante o segundo dia de atendimentos do projeto Judiciário em Movimento do Tribunal de Justiça realizado em parceria com a prefeitura.

"A mãe apareceu com ele quando já tinha 10 anos, falando que era meu. Disse que não tava dando conta dele e para ficar comigo. Eu já crio ele, junto com minha esposa, a relação é boa, mas ele é difícil, desobediente, brigão na escola.

Quero fazer o exame de DNA e se for meu mesmo vou poder corrigir ele, ser mais severo, não tinha como fazer isso", conta Elvis

A auxiliar de serviços gerais Rozineth dos Santos, 47, sonha em colocar o nome do pai na certidão do filho. Acredita que isso ajudará o menino, muito problemático. "Por isso há um ano deixei com o pai para ele dar um jeito", revela. "O atendimento foi rápido, sai do trabalho na hora do almoço e rapidinho já fui atendida".

Para Murilo ter o nome do pai na certidão é muito importante, apesar das travessuras em casa revela que tem gostado de estar com o pai. Principalmente quando eles brincam de bola. Pai, mãe e filho foram atendidos pelo projeto Pai Presente dentro das atividades do Judiciário em Movimento.

O sorriso no rosto e a flor na mesa conseguem despistar que a cena se trata de um divórcio. "Nada dura para sempre e vida que segue", declara André soltando uma gargalhada. "Agora voltei a ter nome de solteira", completa Valdirene entrando na brincadeira.

O ex-casal conviveu por 15 anos, tem duas filhas de 16 e 10 anos e estão separados há 1 ano e 2 meses. Assim que soube da possibilidade de assinar o divórcio, por meio do Cejusc e sem custo algum, a costureira ligou para André e o avisou. Prontamente ele veio à escola. Enquanto aguardava o ex, ela aproveitou para dar entrada no Cadastro Único, atualizar o Bolsa Família, fazer exames e verificar a situação eleitoral. "Cheguei às 9h e antes do meio-dia já recebi diversos atendimentos. Estou muito feliz", comemorou.

A diretora da escola, Rosely Gomes da Silva, também estava animada com o projeto sendo realizado na unidade de ensino. Ela foi uma das divulgadoras da atividade. Mandou bilhete para os pais dos cerca de 300 alunos e convidou a vizinhança. "Esta é uma oportunidade para a comunidade escolar ter um dia diferente e receber serviços que demandaria um tempo deles", reforça.

O presidente do bairro Vila Mineira, Aparecido Soares, conhecido como Cidão, foi outro divulgador do evento. "Esta ação é muito importante para a comunidade que é trabalhadora e muitas vezes acha que o judiciário é distante. É bom o Poder Judiciário interagir mais com o povo para acabar com essa inibição fa comunidade", avalia.

Além dos atendimentos do Judiciário, a população pode fazer exames, aferir pressão arterial, receber atendimento de saúde, regularização de IPTU, doação de mudas, exposição de animais empalhados entre outras atividades.

Conscientização - O Judiciário em Movimento também levou palestras a escolas de Rondonópolis nesta terça-feira. O Juvam e o Cejusc falaram para estudantes da Escola Estadual Daniel Martins, do bairro Vila Operária.

A oficial de justiça do Juvam, Elza Maria Gonçalves tratou da importância da preservação ambiental e o papel do juizado. Já o mediador Wanderlei José dos Reis Júnior tratou da conciliação no ambiente escolar.

A estudante do 1º ano, Isabelle Delmondes, 15 anos, disse ter adorado o bate papo e que vai levar os ensinamentos para a vida. "Conflito é o que mais rola na sala. Quem sabe agora isso diminiu", espera.

O professor de educação física, Wagnon Velasco, com 20 anos de atuação destacou que os conflitos entre adolescentes começam pequenos e precisam da intervenção logo para não se avolumarem. "Cada um tendo consciência do seu papel, entendendo que com respeito e conversa pode se resolver”.

Nesta quarta-feira (10) o Judiciário em Movimento será realizado no CEU Margarida, no Parque São Jorge, das 9h às 17h. E na quinta será a vez da comunidade do Parque Universitário ser atendida no Oratório Dom Bosco.

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