Nos acompanhe através das redes socias

Boletim Informativo

Para manter-se atualizado, cadastre seu e-mail e receba os nossos informativos periódicos!

19 de Agosto de 2019

TJ/MT - Mutirão Pai Presente supera expectativas no Fórum da Capital (MT)

Fonte: TJ/MT

O nome do pai na certidão de nascimento transforma vida, supera traumas, causados muitas vezes pelo abandono, e, como assinala o juiz e diretor do Fórum de Cuiabá, Luís Aparecido Bortolussi Júnior, proporciona dignidade a crianças, jovens e adultos. “Têm pessoas que, muitas vezes, esperam uma vida toda para resolver um trauma gerado pela falta de identificação do pai na certidão de nascimento”, frisa o magistrado.

Esse exemplo mencionado pelo juiz faz parte da história de vida da advogada Cláudia Maurícia Lopes. Ela saiu radiante de alegria da audiência que determinou o nome do pai João Pereira Fernandes, falecido em 2001, no registro de nascimento. “É muita satisfação. Sofri bullying quando criança, mas agora está resolvido uma falha do passado. Vim também para atender um pedido da minha mãe, que teve uma história de amor muito linda com meu pai”, destaca a advogada.

O reconhecimento teve a participação do irmão paterno, o corretor de imóveis João Pereira Fernandes Filho, e um tio, irmão do pai. “Não entendo porque ele não fez esse registro, mas, agora, ver a Cláudia feliz é muito bom e contagiante”, comemorou. Durante cinco horas, na tarde de sábado (17 de agosto), sete juízes e dezenas de servidores do Fórum da Capital proporcionaram a realização de 81 audiências, com 26 reconhecimentos espontâneos, 42 exames de DNA, oferecidos gratuitamente, e 13 encaminhamentos diversos. “Essa quantidade de atendimento tem um significado importante, porque, além de superar nossas expectativas, é uma forma da Justiça estar mais próximo da sociedade”, diz o diretor do Fórum.

A satisfação em contribuir na resolução dos casos também estava visível no rosto dos demais magistrados. “O programa Pai Presente contribui para que essas pessoas resolvam problemas que significam muito na vida de cada um”, disse o juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira durante a audiência do casal Crisnadaier Divino Leal de Albuquerque e a dona de casa Vanessa Gonçalves de Oliveira. Ele é motorista e, como o viaja muito, a companheira, depois do parto, precisou fazer o registro de nascimento da filha, Isabela, sem o nome do pai. “Aproveitamos o mutirão para incluir meu nome na certidão dela, e, é claro, incluir meu sobrenome ao nome da minha filha”, explicou o motorista, acrescentando que realizou um desejo. 

E entre tantas outras histórias de esperança, dúvidas, alegria e até de negação de paternidade, tem a de Sirlene Figueiredo e dos outros três irmãos, Érica, Ismael e Cleiton. O pai, Manoel do Espírito Santo Pereira, decidiu na semana passada, depois de assistir a uma notícia sobre o mutirão Pai Presente, a fazer o reconhecimento dos filhos. “Ele é trabalhador rural e não se preocupava com esse detalhe, mas agora, que somos adultos, decidiu fazer o registro”, pontuou a auxiliar de cozinha Sirlene. “Quero o nome do meu pai no registro e o sobrenome dele no nome dos meus filhos”, frisou.

“O Pai Presente oportuniza o conhecimento de muitas histórias, como as que tivemos conhecimento hoje. Ficamos extremamente contentes por viabilizar a felicidade dessas famílias”, acentua o diretor do Fórum da Capital. Em 12 anos do programa, nas 79 Comarcas de Mato Grosso, foram realizados cinco mil reconhecimentos de paternidade e três mil exames de DNA. O Pai Presente, além dos mutirões, como esse em Cuiabá, ocorre em todas as unidades judiciárias durante o ano. E na Capital, segundo o juiz Luís Bortulussi, será organizado mais um mutirão, programado para o mês de outubro, em uma instituição de ensino superior.

Confira Também